O corpo grita quando o espírito se encontra em dificuldade. Uma vezes grita de forma mais tardia, mas não conheço nenhum caso em que Maria tenha atuado e que não tenha sido ajudado e resolvido. O que bloqueia pode ser sim o acreditar ou não acreditar. No caso de Maria não é ver para crer, mas primeiro crer para depois ver. E quem não crê, acaba por se afastar e assim permanecer, envolto em seus desafios, mas Maria nada faz a não ser respeitar e nesse respeitar a pessoa já é ajudada.
Depois de buscas por solução na medicina convencional e também na medicina complementar chegou até Maria sem saber ao certo o que tinha, pois nenhum médico havia ainda declarado qualquer problema, mas o certo é que a senhora tinha queixas muito difíceis de suportar. Dor, esse flagelo que tanto mexe connosco e com tudo o que nos compõe. Depois de chegar "às mãos de Maria", a revelação foi de que nenhum problema tinha nessa zona do corpo, daí a medicina não ter nada a dizer sobre o assunto e ter dificuldade em aferir o que verdadeiramente se passava. Aquilo que assolava a senhora era grave e não estava alojado na garganta mas sim no intestino e isso já era bem visível no corpo energético, alma, corpo astral, corpo espiritual ou perispírito como é conhecido nos meios espíritas. Ele pode ter todos estes nomes que são uma e só mesma coisa. É esse nosso corpo que vagueia sem que tenhamos consciência disso. É esse corpo espiritual que de noite, no momento em que nosso corpo físico deita para descansar que o nosso corpo espiritual se desprende e livre ou acorrentado, dependendo de sua condição, vagueia por diferentes esferas, por diferentes dimensões para além desta carnal e densa que experimentamos quando acordados. Que liberdade é quando esse corpo se solta e nos permite irmos além das vivências mundanas e redutoras da matéria. Que libertador é quando alcançamos outros níveis da existência e acordamos recordados disso. Maria me deu a mão e ajudou a vaguear por essas dimensões e hoje acordo de manhã e tenho vezes, é certo, com dificuldade em entender se o que é real é o que vivo de dia ou se real é o que vivo de noite. Com o tempo fui-me habituando a estas viagens e hoje convivo bem com elas.
Não sei como, mas Maria acede a esse nosso registo, a que eu chamo de alma, como se a nossa alma fosse constituída por lâminas e de fácil leitura para Ela, nada lhe é segredo. Para Maria não existem segredos.
Me revelou que um espírito carrega em si uma história e essa história não inicia quando somos paridos pela nossa mãe. Há muita vivência para trás desse evento, assim como muito mais para além deste ponto pequenino a que chamamos agora. Um dia deixaremos de ser este ponto que somos hoje e seremos algo mais ali na frente. Na verdade somos o somatório de tudo isso, logo, não chegamos de mãos vazias, assim como não sairemos daqui de mãos vazias. O que vai além desta nossa memória não sabemos, mas temos a oportunidade de sairmos daqui com algo mais e esse algo mais são os verdadeiros tesouros que nos acompanharão.
Desde o primeiro momento Maria me mostrou ter uma capacidade única para ler almas, em aceder a fraquezas e vazios, assim como a desejos e sonhos. Maria poderia inclusive estar a operar em todos os media e ser famosa, mas ela prefere o anonimato e ainda que cuide de pessoas do mundo inteiro, ela nunca careceu de nenhuma publicidade. Quem tem de lá chegar, chega e Maria não tem mãos a medir. São muitos e muitos os que lá chegam e continuam chegando e já são muitos anos, tantos que não sei alcançar, pois quando a conheci já há muito que ela desenvolvia este trabalho aqui no "nosso mundo" e eu com tamanha humildade observo-a e a admiro-a feito criança a seus pés.
Maria fala com a nossa alma, com aquela em nós que é a verdade. Maria nunca se dirige a quem julgamos ser, mas se dirige a quem somos e perante esse fato vi muitas e muitas pessoas recuarem, pois nunca se haviam visto e ao estarem tão presas ao que julgam ser, que ao se verem reveladas, recuam mas a maioria, a maioria fica, pois é tão bom ficar no colo da Mãe. Maria respeita o livre arbítrio de cada um, pois a verdade é que nem todos nos encontramos prontos para sermos só almas. Isso implica o despir de todos os véus.
Maria no seu profundo amor por nossa melhoria em cada uma dessas camadas e por trabalhar em função da nossa felicidade é connosco cara a cara, sem artifícios. Ela é muito simples, nós é que somos pela nossa essência complicados e romper com essa complicação é verdadeiramente o maior desafio que Maria encontra, pois a espiritualidade transveste-se de inúmeras formas e nomes e na sua maioria, formas complicadas e cheias de floreados e categorias que muitas vezes nem sabemos o que significam. Maria não é assim. Maria não usa um discurso trabalhado. Maria é simples e fala simples. Dirigindo-se sempre a quem a procura por "meu amigo" ou "minha amiga", falando diretamente para com a alma, aquela que carece de cuidados e atenção. Fala diretamente para com nossos vazios, dores e também para aquela nossa zona luminosa que tem por função melhorar e brilhar neste grande firmamento.
Maria foi como me pediu para ser chamada, mas Maria são muitas informações canalizadas por uma só Voz.
Maria me carregou primeiramente no colo, mas ao mesmo tempo me carregou de uma leveza única que não julguei ser sequer possível viver, pois desconhecia por completo este sentir. Os átomos que me compõem todos eles foram tocados por Ela. Sou na verdade alguém que nasceu num determinado contexto cultural e social, com uma determinada biologia, mas sou algo muito além de tudo isso. Quem eu julgava ser perdeu toda a sua dimensão perante a verdade, a minha alma.
Só ela me mostrou o que é viver o que entendemos por céu, ainda que estando aqui na terra e isso não está ligado a qualquer relacionamento, rótulo, status social ou sequer posição económica, está pura e simplesmente ligado ao fato de que me entreguei totalmente a Ela.
Chamemos-lhe fé, chamemos-lhe amor. Ela trabalha em função desse Amor.

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