A escuridão nos deixa ver o que não está visível à luz.
No caminho evolutivo muitos são os encontros que tenho com as sombras. Não foram encontros com hora marcada nem com lugar reservado, mas ao caminharmos conscientes, caminhamos lúcidos e caminhar com lucidez é caminhar em direção a essa tão desejada luz que nos leva a esse lugar tão divino, a Paz e por assim ser, somos, inevitavelmente levados a esses encontros.
A verdade é que ao caminharmos lúcidos estamos de alguma forma comprometidos com a nossa melhoria. Comprometidos que estamos com essa melhoria, não há como evitar e mais cedo ou mais tarde essas sombras se revelam, uma a uma, sem ordem definida, mas com o propósito único de nos levar a esse lugar, o da divina Paz, onde reina a genuína alegria.
Todas as sombras, a cada passo dado, se vão apresentando. A essas sombras eu chamo os inimigos da alma. Eles impedem que nos manifestemos na ampla verdade que é a verdade de nossa alma e assim, as sombras, vão surgindo, como hábeis e ágeis bloqueadores a esse bonito manifestar.
No caminho evolutivo muitos são os encontros que tenho com as sombras. Não foram encontros com hora marcada nem com lugar reservado, mas ao caminharmos conscientes, caminhamos lúcidos e caminhar com lucidez é caminhar em direção a essa tão desejada luz que nos leva a esse lugar tão divino, a Paz e por assim ser, somos, inevitavelmente levados a esses encontros.
A verdade é que ao caminharmos lúcidos estamos de alguma forma comprometidos com a nossa melhoria. Comprometidos que estamos com essa melhoria, não há como evitar e mais cedo ou mais tarde essas sombras se revelam, uma a uma, sem ordem definida, mas com o propósito único de nos levar a esse lugar, o da divina Paz, onde reina a genuína alegria.
Todas as sombras, a cada passo dado, se vão apresentando. A essas sombras eu chamo os inimigos da alma. Eles impedem que nos manifestemos na ampla verdade que é a verdade de nossa alma e assim, as sombras, vão surgindo, como hábeis e ágeis bloqueadores a esse bonito manifestar.
O que fazer a esses inimigos senão, dar-lhes atenção, escutá-los, dar-lhes espaço para que se mostrem também eles a nós na sua ampla verdade. O que nos resta fazer a esses inimigos senão amá-los. Eles carecem desse amor. Amá-los, assim escrito e dito parece simples, parece fácil, mas não é, mas sei que quando o conseguimos eles se tornam nossos fiéis amigos e juntos caminharemos, lado a lado, luz e sombra, numa dança contínua para além do infinito.
Sei que ninguém nasce sem elas. Todos nascemos e aqui chegamos nessa dualidade de lucidez e cegueira, do que sabemos ser e trazer em nós, mas muito do que não sabemos ser e trazemos em nós. Sou tão humilde perante esse fato, o fato de nada saber.
Sei que ninguém nasce sem elas. Todos nascemos e aqui chegamos nessa dualidade de lucidez e cegueira, do que sabemos ser e trazer em nós, mas muito do que não sabemos ser e trazemos em nós. Sou tão humilde perante esse fato, o fato de nada saber.
Acreditei um dia ser possível extinguir a sombra, ainda que caminhando em direção à luz, mas não poderia estar mais enganada. A sombra jamais se extinguirá de mim. Ela é parte do que sou, mas ainda assim, sinto que há um lugar onde essa sombra se dilui e esse lugar é em Deus e esse lugar é um lugar de silêncio, de total silêncio. Ainda não lá cheguei. Aí, nesse lugar que não sendo lugar nenhum, sei, não habita nem a lucidez nem a cegueira. Aí só habita o amor. Amor esse que não é dual.
Não é possível extinguir aquilo que faz parte de nós enquanto ego, pois só o ego tem sombra, só o ego tem quereres, só o ego tem necessidades, só o ego tem desejos e nós nascemos sendo também esse ego.
Não há sombras confortáveis e sombras desconfortáveis. Há sombras e elas podem se mostrar deliciosamente perfumadas e doces, mas por detrás desse aroma, há a vergonha por carregá-las bem escondidas, tão escondidas que até ao nosso inconsciente escapa e tapadas por camadas e camadas de pétalas de rosa, ali jazem, uma a uma, até ao momento em que, despreparados somos por elas, confrontados.
Maria conhece todas as minhas sombras e me mostra amar cada uma delas. Eu é que ainda estou no processo de aprender a amá-las, uma a uma.
Estes encontros com a sombra têm sido dados com Maria a meu lado, me agarrando a mão, me aliviando ou apertando quando há necessidade de mais ou menos pressão.
Estes encontros com esta parte que ainda que oculta está sempre presente, só seriam possíveis, dados a seu lado, minha amada Maria.
Perante elas, me desconstruo, me desmonto, me nego e me rejeito, pois não as quero, não as ambiciono para comigo caminharem. Eu sei, minha alma está muito para além de minhas sombras, mas ainda assim elas encontram forma de se fazerem presentes, de terem um acesso ainda que muito pequeno e por essas brechas recônditas em mim encontram espaço para sorrateiramente entrarem e dói, mas sabendo que é nessa dor que habita também a minha cura, sabendo que é nos meus algozes que está a minha salvação, continuamos aqui, as duas, eu e Maria, de mãos dadas para sempre, até que esse sempre dure, até que eu ame minhas sombras, como ela as ama, como ela me ama.
Esta noite foi uma noite intensa. - Maria me deu a mão e me levou a ficar cara a cara, frente a frente, com uma das minhas sombras. Olhei-a nos olhos e sentindo o seu hálito açucarado e o odor inebriante, todo o meu corpo estremeceu na sua presença e de forma melosa deixei - me levar. Sentindo que ela e eu estávamos diluídas uma na outra e ainda que uma parte de mim me dissesse baixinho: "Vamos embora!", tentando me demover daquele encontro, eu me sentia entregue e rendida, amando cada instante, cada momento, cada sensação que aquele encontro me promovia.
Nessa luta entre o doce sentir e a voz que sussurrava baixinho: "Vamos embora", me vi fora de toda a cena e quem ali estava não era minha alma. A alma era aquela que sussurrava baixinho: "Vamos embora". O ego, aquele que carece e deseja, aquele que tantas faces tem, ali estava entregue e rendido, naquele inesperado, mas envolvente encontro.
Nessa luta entre o doce sentir e a voz que sussurrava baixinho: "Vamos embora", me vi fora de toda a cena e quem ali estava não era minha alma. A alma era aquela que sussurrava baixinho: "Vamos embora". O ego, aquele que carece e deseja, aquele que tantas faces tem, ali estava entregue e rendido, naquele inesperado, mas envolvente encontro.
Assim que meus olhos de dentro se fecharam para darem espaço aos de fora, foi como se tivesse feito um longo mergulho em apneia, mas enfim tivesse conseguido chegar à superfície, para conseguir em pleno respirar com meus pulmões.
Cheguei cansada e com recordações antigas, a de que já tinha revisitado esta sombra, mas estava tão envolvida com o mundo de fora que, apesar de me ter perturbado, não dei tanta atenção como deveria. Hoje sei, já era minha alma pedindo para ser ouvida. Hoje, sei, Maria já havia me desafiado a lidar com esta sombra, cara a cara, olhos nos olhos. Sempre vigilante e cautelosa, Maria me vem ensinando a sê-lo também.
Assim são as sombras, doces, perfumadas e com uma capacidade única de nos fazer apaixonar por elas, acreditando que através delas vamos encontrar essa paz, vamos preencher vazios e lugares inabitados em nós, fazendo acreditar que através delas vamos dar a esse lugar de seu nome amor, mas sei não ser possível a partir delas, pois somente a alma acede a esse lugar.
Desejo e alma não combinam, pois a alma nada deseja, a alma nada carece, a alma nada espera. A alma é livre e sendo livre, de nada precisa, pois ela tudo contém em si. O ego não, esse sim deseja, esse sim espera, esse sim carece, esse sim exige, esse sim aguarda ser preenchido.
Assim são as sombras, doces, perfumadas e com uma capacidade única de nos fazer apaixonar por elas, acreditando que através delas vamos encontrar essa paz, vamos preencher vazios e lugares inabitados em nós, fazendo acreditar que através delas vamos dar a esse lugar de seu nome amor, mas sei não ser possível a partir delas, pois somente a alma acede a esse lugar.
Desejo e alma não combinam, pois a alma nada deseja, a alma nada carece, a alma nada espera. A alma é livre e sendo livre, de nada precisa, pois ela tudo contém em si. O ego não, esse sim deseja, esse sim espera, esse sim carece, esse sim exige, esse sim aguarda ser preenchido.
Não é fácil colocar o ego ao serviço da alma, pois nessa batalha, o ego em regra geral é aquele que sai sempre vencedor, mas sei que há um caminho de o conseguir e esse caminho é o de dentro.
Não sou o penso ser nem o que espero ser. Sou o que sou, sou a alma e esta é tudo o que sou.
Me mantendo firme no caminho, caminhando, tendo por companhia as bonitas paisagens que só em Maria consigo alcançar.
Me mantendo firme no caminho, caminhando, tendo por companhia as bonitas paisagens que só em Maria consigo alcançar.
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A sombra.... Essa feiticeira que nos hipnotiza...
ResponderEliminarA sombra.... Essa feiticeira que nos hipnotiza...
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