Maria. No colo me carregas.
O caminho é longo e mais há a percorrer, mas eis-me aqui.
Maria, amada Mãe. A teus pés eu me curvo, vergada perante minha pequenez.
Eis-me aqui, agora como sempre, consagrada a ti e a teus desígnios, pois nada sei.
Sinto tuas mãos agora em meu peito e em minh´alma, pousadas.
Num cântico só meu, eu te agradeço por nunca me abandonares à minha sorte.
Hoje sei, Mãe. Sempre aqui estiveste.
Maria. Eis-me aqui.
Maria. Eis-me aqui.
É nas águas que te vejo. Nas calmas e doces, mas também nas agitadas e turvas.
Diluída em ti e no teu amor, somos una.
Cultiva em mim toda e qualquer semente, pois sei, fortificará.
Nada mais peço que a perpétua paz que alcanço quando em ti estou e sou. Maria. Eis-me aqui!
Tua serva dedicada, grão de areia do deserto que rola para onde os teus ventos me levarem.
Embalada por teus braços, nutrida por teu sagrado ventre, sei, nada me falta.
Só em ti encontro o alimento que cessa minha sede e colmata minha fome.
Mãe, só Tu preenches os meus espaços, só Tu inundas todos os meus vazios.
Mãe, só Tu preenches os meus espaços, só Tu inundas todos os meus vazios.
Sei que só através de ti alcanço o céu também dado aos pequenos pássaros, alcanço a terra dada às pequenas formigas e a água confiada aos pequenos peixes. Maria. Eis-me aqui.
Acabada de nascer e ainda que dormente e carente de movimentos, és Tu minha guia, meu alicerce, meu eixo, minha estrutura.
Faz de mim a vida que precisas que aconteça. Maria. Eis-me aqui.

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