Durante muitos anos me vi em busca de mim, por entre atalhos, que eu acreditava, me levariam a manifestar aquilo que vim para ser, mas Maria me disse que através de atalhos eu não chegaria a esse sonhado lugar. Precisei então de emprestar minha paciência aos meus dias até que minha alma se visse pronta para ser, livre de amarras e barreiras. Maria me disse, que nunca é quando queremos ou desejamos muito, mas quando a alma se encontra naquele momento especifico, como se uma janela se abrisse, aí de frente para essa janela, era chegada a hora, a certa, para dar mais um passo na direção da nossa evolução, por isso aprendi a respeitar esses tempos.
Não existem passos de mágica, mas pequenos passos que vamos dando nesta espiral ascendente.
Foram muitos os anos em que esgravatei por aqui e por ali, lugares fora, lugares de engano, que a nenhum lugar me levaram, somente ao desalento e ao fracasso de não estar onde sabia ter vindo para estar.
Este lugar, era o dentro e na caminhada até cá, precisei de vencer-me, superar-me e calar-me por tantas vezes. Hoje é neste esforço sem esforço que vejo tudo alinhado com este propósito maior, o de aqui estar, me aprofundando não pelo que desenho, mas pelo que o desenhar me faz sentir, não pelo que escrevo, mas pelo escrever me faz sentir, não pelo que ouço, mas pelo que aquilo que ouço faz sentir, não pelo que vejo, mas pelo que sinto quando vejo.
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